terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Adélia Prado


"Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou."

5 comentários:

betina moraes disse...

para mim Adélia é a que domina com mais vigor a sina da delicadeza....

que bonito maninhachicaca,

sua foto também, um luxooooooo!

manzas disse...

Estar aqui presente
Com estas palavras
Luzentes brilhantes…
É como flutuar
Em águas calmas
E no fundo ver diamantes

Um bom fim-de-semana
Inundado de paz…

O eterno abraço…

Gaspar de Jesus disse...

Parabéns BETINA por tanta poesia no seu Blog.
Votos de um bom fim de semana.
Bjs
G.J.

Guru Martins disse...

...queria ser abelha
pra picar Adélia
e morrer na sua malha
ela incharia
me disseminaria
depois sararia
e eu nela seria
quem disse que é doce
morrer no mar
não conheceu a doideira dela
adoro Adélia...

Camilla para os menos íntimos... disse...

ótima!